No acumulado de janeiro a junho, o site recebeu 2,4× mais visitas que no mesmo período de 2025 — mas fechou o semestre faturando menos. Todo o crescimento de audiência não virou dinheiro no caixa. É esse descolamento que a análise explica.
Quebrando o funil em cada etapa, o problema fica claro: o topo inflou e a base não acompanhou. A conversão dentro do checkout está praticamente igual à de 2025 — quem chega ao final compra na mesma proporção. A perda está antes, na qualidade de quem entra.
Leitura: a etapa checkout → compra ficou estável (25,9% → 25,8%). O gargalo não é a finalização — é o que acontece antes dela. Isso aponta para dois problemas distintos, que veremos a seguir.
A queda de receita com tráfego em alta se explica por duas forças agindo ao mesmo tempo. Uma infla a base sem gerar venda; a outra corrói o valor de cada venda que acontece.
Ordenado pela variação de volume no acumulado do semestre. As categorias que mais cresceram são as de menor valor unitário; as que encolheram são justamente as de ticket alto. Aí está a explicação física da queda de receita.
Destaque crítico: Lista Escolar caiu a zero de abril a junho de 2026 — exatamente o período de maior ticket do ano. Hoje o site não oferece um caminho pronto de compra de lista escolar, e essa oportunidade sazonal está sendo desperdiçada.
Comparativo dos 5 produtos mais vendidos por mês. Repare como em 2025 apareciam mais itens premium (marcadores Copic, óleos, kits maiores) e em 2026 o topo migra para itens de giro rápido e menor valor unitário — coerente com a queda de ticket.
Auditamos 95 pontos de UX no site, em desktop e mobile. A base está saudável, mas os pontos com problema estão concentrados exatamente onde o ticket e a conversão se decidem: página de produto, recursos do nicho e checkout.
Principais lacunas encontradas — cada uma delas conversa direto com um dos dois vilões:
Seis frentes de trabalho, organizadas por prioridade. Clique em cada uma para ver as ações e o porquê de cada uma. O foco número um é recuperar o ticket médio, porque é a alavanca de receita mais rápida e independe de trazer mais gente.
Ordenado por impacto no faturamento versus esforço. Primeiro atacamos o que devolve ticket rápido; em paralelo, limpamos a leitura de dados para medir o efeito real.
O tráfego triplicou, mas a receita caiu. A boa notícia é que o problema não é falta de gente — é o quanto cada compra vale e o quão fácil é comprar. São exatamente as alavancas que estão sob nosso controle no site. Recuperar o ticket e destravar o checkout é o caminho mais curto para transformar audiência em faturamento.